A umas semanas atrás eu estava aqui pensando um pouco sobre aquelas músicas que não saem do meu playlist por nada e acabei concluindo um fato que, de certa forma, me chamou bastante atenção.
Seguindo aquele famoso ditado popular, sempre dizem que a primeira impressão é a que fica, certo?!
Pois então, não sei se eu estou delirando ou se isto já aconteceu com muitas pessoas, mas tem várias coisas que eu escutei pela primeira vez, não gostei e hoje se tornaram músicas essenciais em minha vida. E o inverso também ocorreu, mas como “deixar de gostar” de algo é até considerado normal, não vou me prender muito neste aspecto, até porque não quero falar que deixei de gostar de Linkin Park, Jota Quest e RPM, só para citar alguns…
A questão é: Será possível alguém ouvir alguma música, dizer que não gostou e um tempo depois escutar a mesma música e mudar de opinião?!
Sem nenhuma explicação física e apenas com o meu relato, posso dizer com todas as letras: SIM, É POSSÍVEL! Vou citar alguns exemplos para clarear um pouco a idéia desta coluna.
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Kings Of Convenience
Você conhece?! Pois é, eu não conhecia. Alguém, com quem perdi totalmente o contato, me havia indicado o cd “Riot On An Empty Street” e apenas informado que era uma dupla norueguesa de folk-pop. Fui feliz, baixei o cd e, para minha surpresa, consegui ouvir apenas as 3 primeiras músicas “Homesick”, “Misread” e “Cayman Island”. Pulei pra 5, porque o nome me chamou atenção e, ao ouvir “Know-How”, fechei o WMP e, para “melhorar o ambiente”, coloquei o “Hybrid Theory” do Linkin Park.
A explicação? Não suportei a voz da Feist, que faz participação em duas faixas do cd.
Para a minha sorte, nunca tive o costume de apagar as coisas que baixava, então o cd ficou lá, até um dia que resolvi ouvir novamente. Já estava em uma época mais “abrangente” e ouvi o cd todo. É raro acontecer isso, mas descobri um dos cd’s mais legais dos últimos tempos.
“I’d Rather Dance With You” já me fez “bater os pés no chão” logo na primeira vez que ouvi e a voz da Feist já não me fazia fechar o WMP, muito pelo contrário aliás, ela virou uma das minhas cantoras favoritas, mas isto é assunto para uma outra coluna, apesar da “história” dela comigo ser parecida com a o Kings of Convenience.
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The White Stripes
Como assim?! Eu não gostava de White Stripes?!
Pois é, eu não gostava de WS. Achava chato e repetitivo toda aquela “barulhada” feita pelo Jack e pela Meg. Apesar de que, nesta época, não tinha ouvido quase nada da banda. O que podemos chamar de um pré-conceito quase sempre formado a partir de opiniões de terceiros e que é muito visível hoje em dia quando alguns falam de bandas nacionais como Strike, NX Zero, Fresno, Forfun entre outras.
E que fique bem claro, eu não gosto de nenhuma destas bandas nacionais citadas, mas eu ouvi muito de cada banda para formar a minha opinião. Se você não gosta, tudo bem. Mas pelo menos escute antes de falar.
Mas, voltando a banda de Jack e Meg, não tinha ouvido muita coisa e, o pouco que me tinha sido apresentado, não tinha agradado. O mais estranho disso tudo é que eu usava a “confusão sonora” como desculpa e adorava ouvir Mudvayne, principalmente a música “Not Falling”.
Como fui apresentado ao White Stripes? Simples, com um show!
Calma, eu não vi o WS ao vivo, apenas comprei o DVD naquelas épocas em que todos tem dinheiro e gastam com qualquer coisa, por mais que não gostem muito do que compram.
Pois bem, queria comprar um DVD e não sabia o que comprar precisamente. Trouxe pra casa o “Under Blackpool Lights” do WS e o “Live 2003″ do Coldplay.
Sentei e comecei a ver o DVD do WS. Oito primeiras músicas em sequência, tirando o fôlego do povo que estava lá vendo o show. A presença de palco do Jack e o jeito “peculiar” da Meg tocar bateria me surpreenderam. Passei por “Jolene”, uma das que eu já tinha ouvido anteriormente, “Hotel Yorba”, “Do” e “You’re Pretty Good Looking (For a Girl)”, a qual eu já tava completamente empolgado com o DVD.
E a empolgação foi até o final. Quando acabou só coloquei pra tocar novamente e fui baixar a discografia.
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O mais estranho disso tudo é que, antes eu não me imaginava cantarolando por aí alguma música destas [e de outras] bandas a um bom tempo atrás.
O fato é que, eu posso dizer hoje que não dá pra dizer que você odeia alguma coisa com 100% de certeza, principalmente quando você não tem um gosto musical totalmente definido. A chance de você gostar ou deixar de gostar de algo é muito grande.
Hoje em dia, não me vejo sem ouvir White Stripes e Kings Of Convenience, mas não sinto a menor falta do Linkin Park.
Pura questão de gosto!
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Agora, eu te pergunto: E você? Já mudou a sua primeira impressão alguma vez?!
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Publicado originalmente no Portal Music Life em fevereiro de 2008.