100 melhores álbuns (que eu ouvi) em 2014

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Retomando uma prática que iniciei em 2009 e larguei nos anos seguintes (até tentei ressuscitar em 2012 pelo Audiograma mas não deu resultado), me arrisco a publicar uma lista com os os melhores discos lançados em 2014 (e que eu ouvi).

Antes, é preciso confessar que a principal motivação foi a produção da lista de melhores do ano do Audiograma. Graças a ela, acabei ouvindo MUITA coisa durante o ano (principalmente nos três últimos meses), seja para montar a lista, resenhar para o site ou para apenas buscar coisa nova que tá tocando por aí. De acordo a minha memória cheia de lapsos, foram pelo menos 180 álbuns lançados durante o ano que acabei dando play na Deezer ou Spotify. Com isso na mão – e um certo incômodo pessoal com a lista do Audiograma (que ficou boa, mas não boa pra mim. rs), resolvi publicar esta aqui.

É preciso ressaltar também que, entre os álbuns deixados de fora, se faz necessário uma menção honrosa ao Turn Blue (The Black Keys), The London Sessions (Mary J. Blige), Telemática (China) e ao Everyday Robots (Damon Albarn), que acabaram ficando de fora. Vale citar também que discos como o Rock or Bust (AC/DC), Meteorites (Echo & The Bunnymen), Hesitant Alien (Gerard Way), Ultraviolence (Lana Del Rey), Lullaby and… The Ceaseless Roar (Robert Plant), 1989 (Taylor Swift) e os dois discos lançados pelo Prince também não fazem parte da lista por motivos de: Não ouvi. rs

Abaixo, os 100 álbuns com uma breve descrição e link ou player com as músicas para você ser feliz e ouvir junto.

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70. Detonator – Metal Folclore: The Zoeira Never Ends

68. Kasabian – 48:13

66. Jenny Lewis – The Voyager

64. Iggy Azalea – The New Classic

62. Alt-J – This Is All Yours

60. Kaiser Chiefs – Education, Education, Education & War

58. Transmissor – De Lá Não Ando Só

56. Pato Fu – Não Pare Pra Pensar

54. Cuarteto de Nos – Habla Tu Espejo

52. Chromeo – White Women

50. The War on Drugs – Lost in the Dream

48. Foxes – Glorious

46. Warpaint – Warpaint

44. Ben & Ellen Harper – Childhood Home

42. Sia – 1000 Forms of Fear
69. Kimbra – The Golden Echo

67. Beck – Morning Phase

65. Young the Giant – Mind Over Matter

63. The New Basement Tapes – Lost On The River

61. Weezer – Everything Will Be Alright in the End

59. U2 – Songs Of Innocence

57. O Terno – O Terno

55. Foster The People – Supermodel

53. Skank – Velocia

51. Foo Fighters – Sonic Highways

49. Crosses – Crosses

47. Russo Passapusso – Paraíso da Miragem

45. Real Estate – Atlas

43. Ed Sheeran – x

41. Cold War Kids – Hold My Home

40. Death from Above 1979 – The Physical World
The Physical World é o segundo álbum de estúdio do Death From Above 1979. Lembrando bem o disco anterior, You’re a Woman, I’m a Machine (2004), as 11 faixas do disco não possuem grandes variáveis sonoras e mantém sempre a mesma linha. No entanto, essa “mesmice” acaba sendo válida no caso do Death From Above 1979 que, com muito barulho e faixas como “Cheap Talk”, “Right on Frankenstein” e “Virgins”, é capaz de causar um pouco de agitação no seu dia.

39. Brody Dalle – Diploid Love
A australiana Brody Dalle colocou na rua em abril o seu debut solo, Diploid Love. A líder do The Distillers coloca o seu melhor no trabalho e o resultado é um disco agressivo e que representa bem a personalidade de Dalle, que deixa de ser a “esposa de Josh Homme” e, depois de algumas tentativas, pode enfim requisitar o seu lugar ao sol. Faixas como “Blood In Glutters”, “Carry On“, “Don’t Mess With Me““Meet The Foetus / Oh The Joy“, que tem participação de Shirley Manson, são alguns dos destaques.

38. 5 a seco – Policromo
Policromo confirma a expectativa criada dois anos antes. Produzido por Alê Siqueira, o disco faz uma mescla de todos os elementos característicos da MPB com uma roupagem mais atual, algo que funcionaria como uma “releitura de composições próprias”, se esse termo existisse. Faixas como “Vem e Vai”, “O Sonho” e “Festa de Rua” são pontos altos de um disco uniforme e bonito, que vai de Djavan a Chico César num piscar de olhos.

37. Anathema – Distant Satellites
Distant Satellites é o décimo álbum de estúdio dos britânicos do Anathema. Com produção de Christer-André Cederberg, o álbum foi lançado em junho e, segundo a banda, é resultado de muita paixão, intensidade e dedicação. E é possível notar isso ao longo de suas 10 faixas.

36. Magic! – Don’t Kill The Magic
Don’t Kill The Magic é o debut oficial dos canadenses do MAGIC! e, com apenas uma audição, podemos compreender que o sucesso imediato da música “Rude” não foi por acaso. O disco vem carregado de boas letras, com um instrumental bem interessante e, com todo o clima legal que vem embutido nisso, resulta em um som capaz de ser notado e melhor entendido com essa resenha aqui no Audiograma.

35. The New Pornographers – Brill Bruisers
Brill Bruisers é o sexto trabalho de estúdio dos canadenses do The New Pornographers. Lançado em agosto, o disco estreou entre os 15 primeiros da Billboard 200 e, muito disso, se deve a bons singles como “Brill Bruisers” e “War on the East Coast”. Além delas, “Dancehall Domine” também merece destaque.

34. Ryan Adams – Ryan Adams
Ryan Adams está de volta ao seu nicho costumeiro. Depois de álbuns com veia punk e metal, Ryan está de volta ao rock alternativo e em grande estilo. Em 11 faixas, o músico deixa o seu talento a disposição de quem quiser ouvir e entrega belas faixas como “Am I Safe”, “Stay With Me” e “Let Go”.

33. Thiago Pethit – Rock’n’Roll Sugar Darling
“Afetado, safado e cretino”. Essa é a descrição feita pelo próprio Thiago Pethit de seu novo álbum, Rock’n’Roll Sugar Darling. Produzido por Adriano Cintra e Kassin, o disco é uma reunião de clichês do Rock N’ Roll como o conhecemos. Contudo, todos são muito bem lapidados por Pethit que, entre momentos de pura eurofia, pedidos para “chupar o seu rock n’ roll” e momentos depressivos, conseguiu extrair o melhor de tudo. Bola dentro!

32. Robin Thicke – Paula
Gravado em apenas uma semana, Paula foi a forma que Robin Thicke encontrou para mostrar todo o seu amor (e arrependimento) a sua ex-esposa, Paula Patton. No disco ele pede para voltar, relembra do passado do casal e, em muitos momentos, relembra também de seu passado como “R&B man” já conhecido de álbuns como Love After War, de 2011, ou o Something Else, de 2008. Paula é repleto de boas sacadas, mesclando momentos que evidenciam e outros que tentam criar um contraste com toda a carga emotiva presente em sua vida, como detalhei melhor bem aqui.

31. Thurston Moore – The Best Day
Thurston Moore soltou em outubro mais um disco solo. The Best Day é um trabalho que reflete bem o que Moore já fez em sua carreira, com muito barulho, boas melodias, letras interessantes e trilha sonora para uma boa cerveja com os amigos.

30. Nação Zumbi – Nação Zumbi
Com uma sonoridade mais leve e menos enigmática, a Nação Zumbi colocou um ponto final na espera de 7 anos por um álbum de inéditas. Com o sucessor de Fome de Tudo, a banda deixou um pouco de lado a sua veia regional e apostou em algo mais amplo para ampliar ainda mais o alcance das letras de Du Peixe ou das guitarras de Lúcio Maia. É um disco maduro, íntimo e visceral. É bem Nação Zumbi.

29. Interpol – El Pintor
Com um anagrama envolvendo o seu nome, o Interpol colocou na rua El Pintor. Lançado oficialmente em setembro, o disco é o primeiro desde a saída de seu antigo baixista, Carlos Dengler. Apesar disso, a qualidade da banda americana continua firme e forte, muito disso graças a faixas como “All The Rage Back Home”, “Ancient Ways” e “My Blue Supreme”, bons destaques do álbum.

28. Suricato – Sol-te
O que dizer desse CD da banda que veio de um reality que a gente já ama pacas? É tão bom ouvir folk com elementos tipicamente brasileiros que, logo de cara, Sol-Te é totalmente capaz de conquistar. Um CD leve de ouvir e muito bem feito, que deixa no ar um futuro promissor para esse grupo carioca. O destaque fica para as faixas “Trem”, “Not Yesterday” e “Eu Não Amo Todo Dia”, para citar algumas.

27. ForFun – Nu
Tem de tudo um pouco e um pouco de tudo no álbum lançado neste ano pelo Forfun. Desde o tradicional reggae e hardcore da banda, até a mesclas com miami bass e funk. As letras também seguem por diferentes rumos, falando de amor, família e, também, problemas sociais. É muita coisa para um disco só, mas os cariocas deram conta do recado. Destaque para “Mariá”, “Muitos Amigos” e “Previsão do Tempo”.

26. Hozier – Hozier
Hozier é o debut do irlandês Andrew Hozier-Byrne, (agora) conhecido mundialmente apenas como Hozier. Lançado em setembro, o disco representa bem a veia musical do músico, que carrega em si influências de Van Morrison, Jeff Buckley e Bon Iver, para citar alguns nomes. O sucesso comercial logo veio graças a faixas como “Take Me to Church”, “From Eden” e “Someone New”, a melhor do disco.

25. Slipknot – .5: The Gray Chapter
.5: The Gray Chapter é o quinto álbum de estúdio do Slipknot. Lançado em outubro, o disco é o primeiro sem o baixista Paul Gray (morto em 2010) e o baterista Joey Jordison, que saiu no ano passado. Com as mudanças forçadas, o grupo se viu obrigado a sair de sua zona de conforto e se recriar ou, como alguns disseram, revisitar tudo o que foi feito no início de carreira. Com seus riffs de guitarra, boas melodias e as linhas vocais variadas e intensas, o álbum recoloca o Slipknot nos trilhos.

24. Pharrell Williams – G I R L
Um disco simples, ainda que bem trabalhado. Essa foi a receita de Pharrell Williams para homenagear as mulheres em suas diferentes formas, jeitos e opiniões. G I R L foi lançado em março e reúne um time de respeito nas participações, desde nomes que você precisa caçar a ficha técnica do álbum para descobrir o que fez (Olá Kelly Osbourne, tudo bom?), até nomes como Justin Timberlake, Timbaland, Miley Cyrus, Daft Punk, JoJo e Alicia Keys, entre outros. Vale o play para descobrir que o disco é muito bom e, principalmente, muito mais do que “Happy”.

23. Linkin Park – The Hunting Party
O Linkin Park resolveu sair da zona de conforto e arriscar, assumindo os riscos de alterar a sua fórmula de sucesso, cuidar sozinho de toda a produção e resgatar os elementos que fazem parte de seu DNA, mas estavam guardados por algum motivo desconhecido. The Hunting Party conseguiu ser superior aos quatro álbuns que estão entre ele e o Hybrid Theory e isso já é uma vitória, como abordei melhor lá pelo Audiograma.

22. Johnny Marr – Playland
Lançado em setembro, Playland é a consolidação da carreira solo de Johnny Marr. Graças a músicas como “Candidate”, “Dynamo” e “Speak Out Reach Out”, Playland nem passa perto da chamada “maldição do segundo álbum”. Se bem que, se for levar ao pé da letra, Marr já tinha experiência de sobra (e discos de sobra) antes do novo disco.

21. You+Me – rose ave.
Gravado em apenas oito dias, rose ave. foi lançado em outubro pela RCA e reúne 10 faixas recheadas de arranjos simples e letras que retratam questões pessoais vividas pela dupla, cuja resenha mais detalhada você confere lá no Audiograma.

20. Manchester Orchestra – Cope
Cope é o quarto álbum de estúdio dos americanos do Manchester Orchestra. Produzido pela banda em parceria com o produtor Dan Hannon, o disco foi lançado em abril e recebeu muitas críticas positivas. Muito disso é por causa de faixas como “Top Notch”, “Choose You” e “Every Stone”, bons destaques de Cope.

19. Mombojó – Alexandre
Muito mais maduro e conceitual, Alexandre é o retrato do crescimento musical do Mombojó, ainda que resgate elementos de seu primeiro álbum, Nadadenovo. Com participações de Pupilo e Dengue (Nação Zumbi), Céu e Laetitia Sadier (Stereolab), o disco parece “recolocar” a banda nos trilhos. Destaque para as faixas “Me Encantei por Rosário” e “Dance”.

18. Bruce Springsteen – High Hopes
High Hopes é o décimo oitavo álbum de estúdio de Bruce Springsteen. Lançado em janeiro deste ano, o disco é mais um trabalho do americano ao lado da E Street Band, banda que o acompanha tem bons anos. Além dos companheiros fiéis, o álbum ainda conta com Tom Morello (Rage Against The Machine) e os ex-membros da E Street Band, Clarence Clemons e Danny Federici, que morreram há alguns anos. High Hopes atingiu o primeiro lugar nas listas de álbuns mais vendidos em vários países e recebeu críticas positivas de veículos como a NME, Rolling Stone e The Independent, sendo visto por muitos como “o melhor álbum de estúdio de Springsteen dos últimos anos”. E não foi atoa…

17. Jack White – Lazaretto
Lazaretto é Jack White em sua essência. Mesclando riffs poderosos com baladas interessantes, o disco é resultado de uma mente fértil e capaz de se dividir entre vários projetos e, ainda assim, dar o máximo de si em todos. Faixas como “Three Woman”, “High Ball Stepper” e “Just One Drink” são impressionantes, assim como a que dá nome ao disco.

16. Antemasque – Antemasque
Antemasque é o disco de estreia da banda que coloca lado a lado novamente a dupla Omar Rodriguez-Lopez e Cedric Bixler-Zavala. Com uma bagagem conhecida pelos nomes de At The Drive-In e The Mars Volta, ouvir a dupla trabalhando junto novamente era certeza de algo bom. Mesclando as duas bandas anteriores, o álbum ainda contou com o baixista Flea (Red Hot Chili Peppers) e o baterista Dave Elitch (The Mars Volta). Precisa dizer algo além de ouça agora?

15. Rael – Diversoficando
Rael soltou em novembro um EP com cinco faixas inéditas e mantém a receita utilizada em seu álbum anterior, Ainda bem que segui as batidas do meu coração: A mistura de rap, MPB, Samba e Reggae. O EP não mostra inovação, mas mostra uma clara evolução. Tem mais swing, tem uma produção ainda mais limpa, tem ótimas letras. Pena que são só cinco músicas (sete, se contar as versões acústicas de “Envolvidão” e “Ser Feliz”).

14. Banda do Mar – Banda do Mar
Um disco cheio de músicas para cantar junto, assobiar e ouvir sem parar. Essa foi a fórmula encontrada por Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Fred Ferreira para fundar a Banda do Mar e lançar o seu primeiro disco. Homônimo, o material foi lançado em setembro e conta com belas músicas como “Mais Ninguém”, “Hey Nana”, “Muitos Chocolates” e “Dia Clarear”. Vale (e muito) o play!

13. Molotov – Agua Maldita
Depois de sete anos sem material inédito, os mexicanos do Molotov apresentaram o seu oitavo disco de estúdio, Agua Maldita, em junho. E a expectativa do disco foi cumprida logo em sua primeira música, “Oleré y oleré y oleré el UHU”. Mesclando rock, rap e letras bem humoradas, o Molotov mostrou que ainda tem muito a oferecer. Vale a pena ouvir também “Llorari”, “La raza pura es la pura raza” e “Gonner”.

12. Fusile – My Brazilian Voodoo
A mistura de ska e bom humor já é tradicional no cenário musical e os mineiros do Fusile não fugiram da regra em seu segundo álbum, My Brazilian Voodoo. Dançante e empolgante, o disco se tornou facilmente um dos vícios do ano. Destaque para as faixas “Boom Boom Boom”, “Mardita Cachaça” e “Hasta La Revolucion”.

11. Criolo – Convoque Seu Buda
Criolo pegou todo mundo de surpresa ao soltar seu novo álbum de estúdio, Convoque Seu Buda. A primeira surpresa é não ter um hit como “Não Existe Amor em SP”, mas a melhor delas é ver como o rapper não precisou de um megahit para construir um álbum tão bom. Essa mescla de hip hop com MPB funciona, vide faixas como “Cartão de Visita”, que tem participação de Tulipa Ruiz, “Fermento Pra Massa” e a já conhecia “Duas de Cinco”.

10. Supercombo – Amianto
Com 12 faixas, Amianto mostra um Supercombo levando o seu nome cada vez mais ao pé da letra, com uma pegada de ‘gente grande’, letras interessantes e melodias muito bem trabalhadas, tudo isso somado ao clima já característico da banda e que, graças a Deus, não se perdeu com as mudanças de formação. Faixas como “Piloto Automático”“Menino”, “Ela”, “Fundo do Mar” e “Soldadinho” são os grandes destaques de um excelente disco, que também ganhou resenha minha lá no Audiograma.

09. Azealia Banks – Broke with Expensive Taste
Broke with Expensive Taste é tão aguardado e adiado álbum de estréia da rapper americana Azealia Banks. Lançado em novembro, o disco faz jus a todo hype que girava em torno da rapper quando “212″ estourou mundo afora. Com uma mistura de hip hop, R&B, drum-and-bass e eletrônica, Banks já conquista o ouvinte logo de cara com “Idle Dalilah” e suas influências tropicais. Faixas como “Gimme a Chance”, “Desperado”, “Yung Rapunxel” e “Heavy Metal and Reflective” são outros destaques do excelente disco.

08. Manic Street Preachers – Futurology
Futurology pode não ser o melhor disco da carreira do Manic Street Preachers, mas é um disco honesto, que carrega o DNA de uma banda que ainda é capaz de ser criativa e muito bem resolvida com os seus ritmos, influências e letras, conforme falei lá no Audiograma.

07. Far From Alaska – modeHuman
Não seria ousadia dizer que o Far From Alaska soltou um dos discos mais incríveis do ano. Lançado em maio, modeHuman vai do post-hardcore ao pop, passando pelo hard rock e sludge de uma forma própria. O disco oferece uma coleção de riffs sensacionais, aliados a um ótimo vocal da Emmilly Barreto. É uma das grandes revelações do ano, graças a faixas como “Dino vs Dino”, “Another Round” e “Thievery”.

06. The Presidents of the United States of America – Kudos to You!
Kudos To You! marca o retorno do PUSA aos discos inéditos. Desde 2009 sem lançar algo, a banda reuniu no novo disco as diversas influências que compõem o DNA da banda, desde o blues rock de “Innocent Bird” até ao rockabilly sensacional de “Poor Little Me”, passando também pelo post-grunge de “She’s A Nurse”. A banda trafega por vários caminhos e o novo álbum apenas acentua essa característica, conforme comentei aqui.

05. The Kooks – Listen
Listen é o quarto álbum de estúdio do The Kooks. Lançado oficialmente em setembro, o álbum é o primeiro com o baterista Alexis Nunez, que entrou na banda em 2012, e também o primeiro sem a produção de Tony Hoffer, sendo substituído pelo trio Inflo, Luke Pritchard e Fraser T Smith. Os destaques ficam por conta de “Down”, “Around Town”, “Bad Habit” e “Forgive & Forget”.

04. The Gaslight Anthem – Get Hurt
O The Gaslight Anthem mantém a fórmula de sucesso de seus álbuns anteriores e, em agosto, lançou Get Hurt. Ainda que pareça uma banda underground, o grupo vai conquistando o seu espaço dentro do mainstream e, com faixas como “Rollin’ And Tumblin’”, “1,000 Years”, “Red Violins” e “Break Your Heart”, mostram que tem muito a oferecer. Muito mesmo!

03. Titãs – Nheengatu
O bom e velho Titãs está de volta. Nheengatu é o melhor disco lançado pela banda nos últimos 15 anos e tem aquilo que o Titãs sabe fazer de melhor: Arranjos objetivos, letras que abordam o momento atual vivido no Brasil e muita qualidade. Talvez o disco tenha para essa geração uma contribuição igual ao Cabeça Dinossauro teve quando foi lançado. Sem firulas, o Titãs mostrou como sobreviver nessa selva de pedras que é o rock nacional.

02. Royal Blood – Royal Blood
O Royal Blood reuniu tudo aquilo que lhe interessa, bateu no liquidificador e colocou no forno um excelente álbum de estreia. Um disco rápido – pouco mais de 30 minutos, eficiente e que prova que o Royal Blood apareceu na hora certa, conforme falei aqui.

01. Damien Rice – My Favourite Faded Fantasy
Oito anos separam 9 e My Favourite Faded Fantasy, trabalhos de um atormentado Damien Rice. Carregado de sofrimento e um “q” de perturbação, Damien coloca toda a sua emoção para fora ao longo das oito faixas do disco, fazendo com que cada uma delas seja impactante ao ponto de se tornar impossível escolher uma ou outra como destaque do disco. Não atoa, está na parte de cima da lista.

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Publicitário com raízes no jornalismo. Apaixonado por música, viciado em redes sociais e cerveja. Vive dividido entre 524541 projetos e, por isso, dorme só quando dá.