2014 foi o ano da…

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Fim de ano é sempre aquela coisa: Você até tenta, mas não consegue escapar das ~reflexões~ do período que se encerra. É análise do que fez bem, coisas que não pretende repetir (mas certamente irá) no próximo ano, promessas cumpridas, aquelas que você adiou ou trocou por copos de cerveja… nunca muda, seja na minha, na sua ou em qualquer outra cabeça por aí.

No entanto, pela primeira vez em sei lá quantos anos, bateu a necessidade de escrever sobre tudo isso. Parece piegas (e talvez seja), mas é um exercício legal de reflexão do ano e até recomendo a vocês que façam o mesmo. Claro que isso não precisaria ser publicado em um blog ou, como bem faz o meu mentor nessa história, ser enviado como um e-mail de natal nos últimos 13 anos, mas talvez seja nisso que está a graça da experiência: Compartilhar aprendizados, erros, histórias legais e, até mesmo, contar para os que estão distantes (por algum motivo aleatório) o que de bom (ou não) aconteceu.

Para tentar resumir a história, dividi esse ano insano em capítulos e, na medida do possível, colocarei tudo em pratos limpos. Até porque, 2014 foi o ano de muitas coisas.

[youtube]http://youtu.be/_XC2mqcMMGQ[/youtube]

2014 foi o ano da… zueira.

Talvez seja o ano que eu tive mais motivos para rir da (e com) minha própria pessoa. Carnaval, Lollapalooza, saídas ciladas, passadas por São Paulo, Copa do Mundo, Galão da Massa… Cara, que ano maluco.

Desde, sei lá, meus 15 anos que não encarava um carnaval de forma tão insana como nesse. Nos últimos anos, teve períodos que nem colocar o pé fora de casa eu colocava. Contudo, esse ano eu fui a forra. Talvez para me despedir (creio que não), mas me obriguei a aproveitar todos os dias. E dá-lhe bloco em BH e Sabará. Dá-lhe cerveja. Muita coisa aconteceu, desde chuva até conhecer um monte de gente aleatória, entretanto, o período mais épico dos festejos da folia desse ano foi ao lado da Marcela, sua fantasia de Branca de Neve e o tour por BH que começou em uma tarde de domingo e terminou na manhã de segunda. Aliás, se tem uma coisa que a Marcela sabe fazer nessa vida é me render boas histórias para contar. Amizade de sei lá quantos anos (se pá, já tem mais de 10 anos), que começou da forma mais maluca possível (adicionar errado no ICQ) e encarou os percalços da vida, resistiu mais do que o meu corpo após um porre e tá aí, mais firme que tudo. Amiga que o acaso me deu e não podia ter feito melhor.

Outra coisa que aconteceu com frequência em 2014 foram as “saídas ciladas”. Não, eu não quero dizer com isso que elas foram ruins, só foram tão inesperadas que você chega a se perguntar “o que diabos tá fazendo aqui?” e ainda curte pra caralho. Difícil enumerar uma ou outra, mas coisas como ir trabalhar virado ou voltar pra casa 4 da manhã tendo que bater ponto de entrada 6 horas depois foram mais rotineiras do que eu esperava. E podem repetir em 2015 porque não ligo.

Algumas delas foram foi motivos futebolísticos. Seja pelo galão da massa ou pela eterna OEAAA, só me resta dizer: Que coisa linda foi o futebol (pelo menos pra mim) em 2014. Perdão se você é brasileiro com muito orgulho e muito amor, mas eu vi uma Holanda que ninguém dava nada e com uma geração meia boca ser terceira colocada de uma Copa do Mundo. Aí você pensa “eis o fracassado que torce pela Holanda e nunca vai ser campeão” e eu apenas revido com “não duvides daquilo que não tens conhecimento”. Tá aí o Galão que não me deixa mentir. Fora a boa campanha laranja, teve a zueira do 7×1, a zueira do “não vai ter copa”, dos estrangeiros fazendo farra pelo país afora, de alguém que vos escreve sendo confundido com um holandês em um shopping e não ter tido coragem de enrolar a pessoa com um “dialeto estranho” entre o português, inglês e holandês. E teve o Galão, mas isso merece um capítulo a parte.

2014 foi o ano do melhor festival (que eu fui) de todos os tempos. Um pouco pelas atrações, muito pelo grupo formado por Tullio, André, Mateus e este que vos fala. Grupo que depois ganhou acréscimos da Babi e do Luiz. E de mais gente. E de Skol custando 9 reais. De muito calor. De #SelfieWithMe com direito a abordagens a pessoa estranhas. Teve tombo histórico cuja sincronia valeria nota máxima no nado sincronizado. Teve a Marta.. não, não a jogadora de futebol, mas a Mazinha de Campinas que quase me fez ficar vendo Nação Zumbi ao invés de ir pro show do Nine Inch Nails. Teve cantoria, muita caminhada e eu pude constatar que I’ve never seen a diamond in the flesh e que, por isso, we’ll never be royals (roooyaaaals). Pude constatar também que pessoas depressivas podem alterar letras de músicas e isso pode deixá-las mais felizes. Vou até ouvir Los Hermanos agora. Ou não. E teve os shows. Por mais que tenham sido bons, acabaram ficando em segundo plano por toda a zueira.

Em 2015 não vai ter Copa (rá), mas as outras coisas estão aí para serem repetidas.

2014 foi o ano da… variedade de shows.

Fora o Lolla já citado, onde pude ver Capital Cities, Café Tacvba, Lorde, Nine Inch Nails, Muse, Ellie Goulding, Vampire Weekend, Pixies, Soundgarden, Arcade Fire e Portugal, The Man de atrações internacionais, outras coisas interessantes estiveram de frente aos meus olhos no ano que se encerra. Porra, os shows do Hugh Laurie, Kings Of Leon e The Hives realmente valeram o $$$ gasto em ingressos e viagens. Contudo, o show marcante do ano será o do RPM onde o Tullio, algumas cervejas e tequilas me acompanharam nesse túnel do tempo com direito a danceteria, mulher perdendo o sapato, misturas sonoras absurdas e aquele olhar 43 que deixa a umidade relativa do ar elevada entre o público feminino.

Entre os nacionais, vi também o novo show da Nação Zumbi por duas vezes, vi também a nova turnê do Rappa, vi Selvagens a Procura de Lei, vi o Ira! e um show e meio da nova tour da Pitty. Teve sertanejo também, mas isso a gente deixa quieto, né?

Vi umas bombas também como MGMT e Jota Quest também, mas a gente deixa pra lá. Contando o Lolla como uma coisa só, foi a menor quantidade de shows desde 2011. Em compensação, o gasto…

2014 foi o ano da… busca por um “eu” melhor.

2014 foi o ano da auto-análise. Por vários motivos, deixei a minha psicóloga parceira de 2013 (e muitos só saberão que eu tinha uma agora) e resolvi pagar para ver. É loucura pensar no quanto você pode evoluir apenas observando a sua forma de lidar e levar a vida. É mais loucura ainda perceber que, ao fim de um ano, esse “eu melhor” ainda está em processo de fabricação. Sempre dizem aquela do “ser humano está em constante crescimento” mas não é bem assim. Alguns crescem, outros não. E hoje eu vejo o quanto eu era babaca para certas coisas ou situações. Esse período sabático sem reclusão tem sido legal porque me permitiu realmente amadurecer em pontos que eu acreditava ser “o fodão” e não passava de um completo idiota.

O ano me permitiu também parar e pensar no que eu quero para a minha vida. E isso foi o que me fez, finalmente, focar no Audiograma e, principalmente, ficar quieto com relação a relacionamentos. Depois de 7 anos, dois namoros seguidos e um ano de puta dor de corno e vontade de sumir, resolvi parar quieto no meu canto. Isso não quer dizer que eu não queira uma moça bonita, inteligente e que me ame para dividir a vida (aliás, se você se encaixa, favor entrar em contato para um encontro sem compromisso), mas se teve algo que senti obrigação de fazer em 2014 foi colocar a cabeça no lugar com relação a sentimentos. Nesse caminho, percebi que a história de “pessoa certa na hora errada” é realmente verdade e, por incrível que pareça, percebi também que o “não é você, sou eu” pode sim ser verdade, por mais que raramente seja usado como tal. O principal disso foi ver que, do jeito que eu era/estava, os relacionamentos poderiam se acumular, eu me tornar o “pegador” e eles continuariam não dando certo. São aprendizados que a vida nos oferece ou, no meu caso, nos obriga a absorver. Antes tarde do que nunca, eu diria.

Atualmente, a minha companhia são os meus amigos (não citarei nomes para não ser injusto, mas obrigado a cada um por me aturar) e a boa e velha cerveja. E, por incrível que pareça novamente, me sinto feliz com isso. Ainda que conviva diariamente com uma vontade de ter alguém por perto, como bateu forte neste fim de ano por alguém que ressurgiu na minha vida do nada.

Contudo, entretanto, todavia, como diria o filósofo de butequim Zeca Pagodinho, vamos deixando a vida me levar e ver o que ela me reserva em 2015.

[youtube]http://youtu.be/qQXP6TDtW0w[/youtube]

2014 foi o ano da… felicidade com o Galão da Massa.

“Esse Galo só me dá alegria”, dizia o meu avô lá pelos meus 8 ou 10 anos. E foi assim que aprendi aos poucos o que era o Atlético ou o porque de torcer por esse time que não ganhava nada e só nos fazia sofrer. Pois é, esse tempo está ficando no passado. Graças a Deus, aos São Victor e São Kalil, ao São Levir e a Santa Massa que, juntos, levam esse time aonde for. Depois de dar o ano como perdido com a eliminação da Libertadores e a saída do R10, eis que algo sobrenatural começa a acontecer. Levir dá jeito e o resultado foi mais um título. Depois da Recopa, a Copa… do Brasil. TEVE MUITA COPA! E teve Copa com requintes de crueldade contra o Corinthians e o Flamengo. E ainda teve os dois Palestras que tentaram fazer algo. Um ainda nas oitavas, o outro na final. Além da origem italiana, tivemos outro fato comum entre os dois: Duas derrotas nos confrontos pelos mesmos placares, 2×0 no Horto e 1×0 dentro de sua própria casa.

É CAMPEÃO! É CAMPEÃO! É CAMPEÃO! É CAMPEÃO!

Além dos títulos, o Galão da Massa também me aproximou esse ano da Nina e da Déia. Aliás, ir com a Déia em estádio é uma coisa bem legal, já que a mãe da Sofia parece ser uma pessoa meiga e tranquila, que fala baixo e tudo… mas dentro do campo rola uma transformação. A pessoa canta, grita, xinga até a 15ª geração de quem for preciso… E isso é tão foda porque eu fico na minha. Xingo em casa ou no bar. Não sei o que acontece.

Agora só falta ir com a Nina (falta a Cla também, mas essa não larga o hábito de ver jogo em casa) para fazer um estudo de causa sobre comportamento em estádios. Por favor, agilize isso logo, pequena gafanhota.

E saudade da Maju em estádio também com sua camisa retrô do Galo. Ah, que saudade do Horto. Que saudade do Galo! Parafraseando um grande pensador mineiro, 2015 tem mais (e a quarta?).

2014 foi o ano da… dedicação ao Audiograma e de muita música.

Esse site lindo, laranja e fodão (desculpa a repetição) completa cinco anos agora em janeiro e, digamos, só no último ano que dei o real valor e tomei consciência do alcance que isso pode ter na minha vida.  Somado a outros fatores, ele acabou se tornando o filho que deveria ter sido desde 2010, mas que o pai ausente insistia em deixar a responsabilidade para os demais e esperar as coisas acontecerem.

Com isso, acabei de dedicando (ainda mais) a algo que eu gosto que é o cenário musical. Ouvi coisa pra caralho, para deixar claro. Bandas novas, gente que não escutava normalmente e passei a curtir (alô Wiz Khalifa)… foi um ano bem… na falta de uma palavra melhor, eclético. Rendeu até lista de melhores álbuns do ano. Rendeu também uma vontade de levar o projeto chamado Audiograma a outro patamar. Hoje consigo dizer que ele é o meu maior foco profissional e que a vontade de viver por conta aumenta cada vez mais, na mesma velocidade que as contas.

Vamos ver o que 2015 nos reserva…

[youtube]http://youtu.be/3tUh-x-fp8Q[/youtube]

2014 foi o ano da… busca por novos e a consolidação dos velhos amigos.

Esse foi o ano do meu resgate. Foi o ano de correr atrás dos amigos que a vida me afastou e tentar trazer de volta. Alguns eu consegui, outros não. Em compensação, novas pessoas surgiram. O que dizer de pessoas como a Clá, a Babi, a Mylena, Franz, André, Mateus e Luiz que eu conheci esse ano e já são amigos do peito, irmãos camaradas?

De pessoas como a Fran, Emille, Maju, Ana Flávia, Rach, Nina, Déia, Joseph, Marta, Fiuka, Gleyson, Mari Terra, Gabi Teodoro, Douglas… da galera da rádio, sobretudo Mari, Nelly, Rubia e Renato, mas sem esquecer da Zinha, Vanuza ou Letícia. Da Chebly que nem vai ler isso mas faz falta nessa Unidade Digital. De pessoas como a Gabby Germana ou a Lu Sorice que vem e vão na minha vida, mas que poderiam (por algum motivo) vir e não ir mais. Da Camila que eu pretendo/preciso esmagar em 2015, seja em SP, Curitiba, BH ou na PQP.

O que dizer da Lu Terrinha, essa mini-pessoa que sempre me zoa, bate no meu umbigo mas é sempre capaz de arrancar um sorriso aleatório nessas idas e vindas da vida? Ou da Mary Batgirl que eu pude enfim conhecer esse ano e de quem tenho um puta orgulho por poder me considerar um amigo. Ou da Samantha linda que é sempre companhia garantida em SP e pessoa que pretendo levar comigo pro resto da vida. Da Marcela já citada anteriormente e que é parceria sempre?

Tem aquelas pessoas que a gente acaba metendo os pés pelas mãos após um momento muito bom e chega a colocar em risco tudo, inclusive a amizade, né? Nesse caso específico, aquela que (re)apareceu do nada e mexeu demais comigo, como diria Paulo Miklos. Enfim… esqueci alguém? Acho que nã… ah sim, tem a Dri e o Tullio, que são dois seres que me aturam desde 2006, mas eles nem vem ao caso mesmo porque não representam porra nenhuma. <3

Certamente a memória falha e posso me esquecer de alguém, mas agradeço a cada um de vocês que surgiram ou se mantiveram presentes esse ano. Cês são fodas e espero que cada um esteja ainda mais presente no ano que vem.

O que espero de 2015?

Se ele tiver os vários momentos bons que tive em 2014, já me deixa feliz. Se puderem ser amplificados, melhor ainda. No caminho, a gente se organiza e vê no que dá.

E, antes que alguém pergunte: A família tá MUITO BEM, obrigado!

Valeu 2014, obrigado pelos Galos!

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Publicitário com raízes no jornalismo. Apaixonado por música, viciado em redes sociais e cerveja. Vive dividido entre 524541 projetos e, por isso, dorme só quando dá.

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