Cinco álbuns de 2014 que você deveria ouvir

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Chegamos em agosto e, de acordo com pesquisas profundas feitas pelo DataJohn, a lista de artistas que lançaram álbuns bons de se ouvir neste ano já não caberia em um TOP 50 pessoal e intransferível.

Pensando nisso, resolvi separar cinco discos lançados neste ano que ouvi, gostei e indicaria para você dar play também. Para não jogar os nomes aqui e te deixar “navegar sozinho”, organizei uma mini-resenha deles ou te deixarei com o link de uma resenha mais elaborada no Audiograma, quando for o caso, certo?

Prepare os ouvidos e mãos a obra (ou ao play, você é quem sabe):

1) High Hopes, por Bruce Springsteen

Bom, começo a lista com o décimo oitavo álbum de estúdio de Bruce Springsteen. Lançado em janeiro deste ano, High Hopes é mais um trabalho do americano ao lado da E Street Band, banda que o acompanha tem bons anos. Além dos companheiros fiéis, o álbum ainda conta com Tom Morello (Rage Against The Machine) e os ex-membros da E Street Band, Clarence Clemons e Danny Federici, que morreram há alguns anos.

High Hopes atingiu o primeiro lugar nas listas de álbuns mais vendidos em vários países e recebeu críticas positivas de veículos como a NME, Rolling Stone e The Independent, sendo visto por muitos como “o melhor álbum de estúdio de Springsteen dos últimos anos”.

Coisa ruim não deve ser, né?

2) Don’t Kill the Magic, por MAGIC!

Sabe aquela banda pela qual você não dá nada, mesmo tendo lançado uma música muito boa? Então, foi assim que encarei a primeira audição feita do debut dos canadenses do MAGIC!. Don’t Kill The Magic foi lançado em junho e chegou aos meus ouvidos graças ao enorme sucesso de “Rude”, que provavelmente você já deve ter ouvido por aí.

Lá pelo Audiograma, eu falei mais do álbum que, quando chegou ao seu final, me pareceu um The Police atual, dadas as devidas proporções, graças a influência clara que Sting e companhia exercem no MAGIC!. E ainda tem um “Q” de 311, Sublime, Spin Doctors… enfim, ouça!

3) G I R L, por Pharrell Williams

Esse é o caso mais clássico da minha vida: Se você perguntasse qual a minha opinião sobre o disco na sua semana de lançamento, provavelmente eu diria “uma merda”. E não é porque achei o disco ruim de cara, mas é porque eu esperava algo bem mais impactante e fui surpreendido com a “simplicidade” das faixas. Demorou para a ficha cair e entender o que o Pharrell queria com esse disco, que é apenas o seu segundo álbum de estúdio da carreira.

Lançado em março, o disco tem um time grande de participações e algumas delas (Oi Kelly Osbourne, você tá bem?) você precisa caçar a ficha técnica do álbum para descobrir o que fez. Além da já citada filha do Ozzy, o disco tem também Justin Timberlake, Timbaland, Miley Cyrus, Daft Punk, JoJo e Alicia Keys, entre outros nomes.

Talvez a aceitação tenha sido demorada por toda a expectativa criada mas, mesmo tendo “Happy” tocando até sangrar os nossos ouvidos, Pharrell fez um dos melhores discos pop lançados em 2014. “Brand New” que o diga.

4) Paula, por Robin Thicke

Todos nós sabemos como esse lance de amor é complicado. Assim como muitos de nós, Robin Thicke foi do céu ao inferno entre os álbuns Blurred Lines e a novidade, Paula.

O disco é uma retomada da linha R&B do músico após a incursão no pop chiclete “degradando” a imagem feminina. É pura dor de cotovelo, é choroso, é drama até não acabar mais e tudo por causa da tal Paula que, no caso, é a ex-mulher de Thicke, Paula Patton, que o deixou sem eira nem beira, na rua da amargura jogado na calçada com a roupa do corpo… ok, não é pra tanto.

Ok, não é pra tanto, mas é um bom disco. Bem melhor do que parece. Falei mais dele lá pelo Audiograma, caso queira ler mais.

5) Nheengatu, por Titas

Para fechar a lista, um álbum nacional e, provavelmente, o disco que mais me surpreendeu em 2014 e nos últimos anos.

Depois do Sacos Plásticos, eu seria capaz de apostar um ano inteiro do meu salário que o Titãs não seria capaz de fazer um disco tão bom, tão atual e, ao mesmo tempo, com a velha e conhecida pegada característica da banda. É o bom e velho Titãs de volta, com suas letras inteligentes, fazendo algo tão bom que eu não ouvia da banda desde, sei lá, Domingo, disco de 1995.

Pode ser o último grande álbum do Titãs ou o primeiro do reciclado Titãs. Isso a gente só vai descobrir mais pra frente. Agora, que a banda se recuperou em grande estilo, isso não podemos negar. E se recuperou tão bem que vai ser difícil excluir o Nheengatu dos melhores discos nacionais do ano… em qualquer lista.

E ainda bem que não apostei nada, é bom ressaltar…

Quem sabe mais pra frente eu volto com outra lista, né?

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Publicitário com raízes no jornalismo. Apaixonado por música, viciado em redes sociais e cerveja. Vive dividido entre 524541 projetos e, por isso, dorme só quando dá.