2015 foi aquele ano em que…

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O ano vai acabando e eu me peguei escrevendo sobre tudo o que passou. Talvez seja uma tradição que se inicia mas, ao longo de 2015, não me imaginei repetindo o que eu fiz no fim do ano passado, quando publiquei um balanço do que tinha sido aquele ano. No entanto, cá estamos com muitos aprendizados, muitas alegrias, algumas lamentações e a certeza de que a melhor forma de me despedir desse ano é fazendo o que me deixa mais feliz no momento: Escrevendo.

Ao terminar 2014, acreditei que eu tinha na cabeça todo o conhecimento suficiente para entrar em 2015 e fazer dele um ano melhor. Parece egocentrismo mas, no fundo, eu sabia que eu devia sorrir mais, abraçar minhas mães, viajar o mundo e socializar, parafraseando uma música do Supercombo. Sendo bem honesto, até que eu tenho motivos para dizer que algumas dessas coisas aconteceram. No entanto, o processo pelo qual o ano foi se construindo fugiu completamente de um roteiro previamente planejado. E quem me conhece bem, sabe o quanto sou previsível e adoro roteiros. Quando dei por mim (e isso faz pouco tempo), acumulei algumas histórias, pessoas, fatos, sorrisos e posso dizer que fui feliz, ainda que alguns pontos não se encaixem e eu ainda não possa me considerar plenamente feliz. 2015 foi um ano de aprendizado, acima de tudo. E isso vai aparecer em algum momento desse texto. Acima de qualquer coisa, 2015 foi um ano capaz de me mostrar que a vida sem roteiros pode ser mais legal. E esse talvez seja o grande aprendizado até o momento.

O resultado dessa reflexão anual deveria ter sido publicado antes do ano acabar, mas isso não aconteceu por um bom motivo: Resolvi aproveitar os dias com a galera que mais foi presente na minha vida em 2015, principalmente pelo fato dos amigos de outras cidades terem encarado alguns KMs que nos separam para passar o reveillon nas montanhas de Minas Gerais. Logo, larguei os textos pessoais (e os do Audiograma) em prol da convivência com a Karen, o André, o Mateus e a Fernanda. Além é claro dos mineiros como o Tullio, Dri, Claris, Larry e Mylena. Faltaram o Franz (que acabou no seio familiar no interior de SP), a Jéssica (que resolveu viajar e nos largou) e o Fernando (que tava curtindo uma praia no litoral sul), mas estão aqui representados pela zueira.

Então, enquanto escrevia essas linhas ao longo dos últimos dias, traçava um roteiro para abordar tudo o que gostaria. Pensei em dividir esse resumo em categorias ou ir andando de acordo com o passar dos meses. No fim, optei por classificar os fatos do ano e falar em uma ordem que achasse relevante. Esse texto está sendo escrito ao longo dos últimos dias e, hoje, ao começar, não tenho a menor ideia da forma ideal para fazer isso. No entanto, vamos lá do jeito que me parece mais legal, certo?

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… eu mudei de emprego.

A bola começou a rolar com uma mudança importante na vida. Foi o mês onde eu consegui parar, pensar e decidir mudar a minha vida profissional. Eram quatro anos em uma empresa que nunca falhou comigo e aonde eu ainda tenho muitos amigos, mas eu realmente precisava de uma mudança e de novos desafios. Aquele velho dilema de se sentir estagnado em um lugar e não conseguir saber o que fazer era cada vez mais forte e a ideia que amadurecia naquele momento era a de deixar o emprego e me dedicar exclusivamente ao Audiograma.

Provavelmente, eu farei isso um dia (a menos que arrume um puta emprego que pague 12K por mês como a vaga da Unicef que o Tullio me mostrou faz algumas semanas) e me dedicarei exclusivamente ao meu projeto pessoal. Essa a ideia não foi descartada e está apenas em stand-by por aqui. No entanto, naquele momento em que decidi sair do antigo emprego, eu tinha uma oportunidade na mão que compensava financeiramente e, na outra, a chance de focar no meu filho, que é esse site laranja. Muitos diriam que era a hora de apostar e seguir o coração e eu sei bem disso, mas eu acabei sendo racional demais para fazer isso nesse momento e, semanas depois, começava minha jornada em outra rádio popular, mas com uma pegada mais alegre e que me atendia no momento (não toca rock, mas tá bom).

Acredito que ser racional nessa hora talvez tenha sido a minha maior virtude e nunca saberei o que poderia ter acontecido caso optasse pelo outro caminho, mas não me arrependo disso. A vida segue seu curso e me sinto feliz por fazer parte de uma equipe foda que é a da BHFM. E poder passar um pouquinho do que eu sei ali dentro é ainda mais gratificante. O maior receio era o de ser aceito por todos. Eu sempre tive (ainda tenho e, provavelmente, terei para sempre) essa ~neura~ com aceitação. Querendo ou não, eu estava numa empresa nova, em um grupo que é tido como um dos maiores de comunicação do mundo e com pessoas completamente diferentes das que eu estava acostumada. Ver como as coisas fluem hoje em dia só me faz ter certeza de que fiz a escolha certa e sou muito grato por isso.

Foi graças ao emprego novo que conheci a Pri (que fez o mesmo que eu meses depois e foi pro MTC), que ganhei a parceria da Nath, da Marina, da Erika, da Thais e da Lu, pude voltar a trabalhar com o mano Gleyson e, depois de uma treta engraçada lá em 2006 envolvendo Pop Rock Brasil, Orkut e 98FM, pude começar uma parceria com o Jonas. Fora as demais pessoas. Fora o ambiente legal. Fora as conquistas obtidas durante o ano. É, eu sou grato por isso.

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… eu vi show para caralho.

Tem coisas que não mudam. Uma delas é a minha relação com shows. Eu estou com um projeto de contabilizar todos os shows que vi na minha vida e, enquanto minha memória ainda funciona, tenho tentado resgatar datas e shows antigos que vi de 2001 para cá, quando minhas aventuras começaram naquele Pop Rock Brasil com shows do Live e do Soul Asylum.

Em 2015 foram mais de 50 shows espalhados pelos meses do ano. Vi muitas coisas boas, outras coisas tristes e algumas bem decepcionantes. Nessa parcela está o famigerado show do Foo Fighters. Quando você vai em um show e gosta mais da banda de abertura – no caso, o Kaiser Chiefs, é porque tem algo de “errado”, certo? Dave Grohl bem que tentou, fez firula, contou as (mesmas) piadas características, mandou uns covers legais e, se eu não tivesse criado tanta expectativa com esse show, teria saído do Mineirão feliz. Talvez aí esteja o problema, já que o show do KF que eu não esperava nada foi incrível e o do FF que eu esperava tudo foi… sei lá, estranho. E olha que eu quase saí em uma excursão louca com o Tullio e o André para ver os quatro shows pelo Brasil. Se eu tivesse feito isso, a chance era grande de eu ficar longos anos sem ouvir qualquer coisa da banda por livre e espontânea vontade. Como vi só um, acabei levando o resto desse ano sem tocar nos CDs e DVDs que tenho e só ouvi o EP preguiçoso que eles soltaram no mês passado. Tão preguiçoso quanto o Sonic Highways, mas não mais preguiçoso que o setlist da turnê pelo Brasil. Decepcionante. Pelo menos teve os amigos que fizeram tudo ficar mais legal. OH MY GOD, I CAN’T BELIEVE IT.

Esse ano, eu vi o Foster The People por duas vezes (e uma era mais do que suficiente), eu vi o Robert Plant duas vezes (e me sinto realizado), eu vi o Far From Alaska três vezes (e até agora não consigo escolher o melhor show), mas nenhum dos que se encaixam na categoria de “shows repetidos” será tão representativo como o Pearl Jam. Foram dois e foram poucos. Deveriam ter sido cinco porque a banda realmente merece. Riscar Eddie Vedder e companhia da lista foi um dos pontos altos do ano e poder ver dois shows de cara valeu muito a pena. Pearl Jam representou perrengues, como organizar ida pra São Paulo faltando dois dias pro show, ter que pedir ajuda pro amigo Franz Ferdinand com hospedagem e encarar show sozinho. A Bruna até que estava lá, mas ela é mais apaixonada que eu pelos caras e tava sendo feliz na grade. Não a vi, mas tá aí uma das pessoas legais que esse ano me deu. E ainda mantive a tradição vendo a Sam e me despedi da Laís, que agora está se preparando para comprar um Porsche e uma Harley Davidson lá em Paris. Em BH também teve perrengue, mas é por culpa da cidade (e minha, do Tullio e da Ana Flávia, que resolvemos nos encontrar na Savassi às 18 horas, faltando 2 horas pro show começar lá no Mineirão e em uma sexta-feira). Quase deu tudo errado, mas deu tudo certo. Ah Pearl Jam, seu lindo.

Teve Lolla de novo com a galera mais loca do mundo. Teve Kasabian, teve Jack White, teve Kooks, Alt-J, Yong The Giant, um fim apoteótico cantando a música mais chiclete de todos os tempos e teve o Molotov. Teve o Molotov e, até hoje, eu não sei descrever aquele show de tão lindo que foi tudo. Eu só consigo agradecer aos mexicanos e ao André, Franz, Mateus, Fernanda, Adriana, Jessica, Larry, Mylena e Tullio por toda a parceria e zueira naquele fim de semana. Meses depois, teve Rock In Rio com (meio show do) Metallica. Teve Korn, Royal Blood, Deftones, Hollywood Vampires e System Of a Down também. Teve Tullio, Mylena, Camila, Larissa e o Hugo. E teve Josh (que) Homme com o seu Queens Of The Stone Age me dando um dos melhores shows do ano. Aiai Josh.

No entanto, quando falo de shows, as duas experiências mais legais do ano não foram citadas. Uma delas foi o show do City And Colour. Aquele dia 14 de março ficará para sempre marcado na memória, porque o John que eu conheço (ou conhecia, sei lá) teria desistido de embarcar nessa por vários motivos. No fundo, algo me dizia que esse show seria bom o bastante para me fazer ir para o Rio de Janeiro com um amigo que tava mais a beira da morte do que qualquer coisa e, no fim, tudo o que envolveu aquele fim de semana acabou mudando a minha vida de lá para cá, seja pelo show em si, por ter encarado o rolê com o Tullio e a Dri (e sentido falta da Mylena e da Babi) ou ter voltado ao Rio depois de anos de enorme repulsa pela cidade para ver um cara como o Dallas Green. E essa viagem ainda me deu uma pessoa muito especial de presente nessa vida, que talvez coloca em evidência tudo aquilo que falei lá no início desse relato: A vida sem roteiros pode ser mais legal.

A outra experiência com o cantor da depressão, Damien Rice. Curiosamente, essa também aconteceu no Rio e teve o André como parceiro. Que show. Que vibe. Que momento. Naquele momento e com tantas questões pessoais afloradas, aquele show só poderia resultar em uma coisa: Lágrimas. E não foram poucas. Eu lá, sentado em uma mesa, com um amigo e pessoas desconhecidas, chorando copiosamente como se fosse um menino de 10 anos e tivessem roubado a minha bicicleta novinha. Foi quase que um momento libertador. Provavelmente, nunca mais o Damien Rice fará um show tão especial para mim como aquele do dia 24 de outubro e isso não será um problema. Na verdade, isso só ressalta algumas coisas nas quais eu acredito: Como é bom curtir música ao vivo! Como vale a pena o esforço de viajar, gastar (o que não tem) e ser feliz vendo aquele artista ou banda que você gosta. Se tem uma coisa que me dá prazer (fora cerveja e sexo, não necessariamente nessa ordem) é ir a shows e faço isso com toda a alegria do mundo, pois as experiências são sempre válidas e podem te marcar para sempre. Seja um show meia boca como o do Foo Fighters, seja de uma banda cover do Pink Floyd, de uma das bandas que construiu a sua vida musical como o Pearl Jam ou de caras como o Dallas e o Damien, se tem algo que me deixa feliz é ir a shows, por mais que alguns de vocês que estão lendo isso não entendam. E não critico. Cada um sente prazer com suas coisas preferidas. Tem quem curte balada, tem que curte viajar, tem quem curte lutar e praticar esportes… e tem quem curte shows. E assim vamos vivendo.

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… eu senti saudade de pessoas e conheci outras bem legais.

Em fevereiro teve um carnaval mais low do que o de 2014. Teve bloco debaixo de sol forte, teve chuva torrencial após um dos blocos mais ~hypes~ da cidade, teve passagem pela famigerada Savassi e pelas ruas de Sabará. Só não teve a Marcela, que foi o ponto alto do carnaval 2014. E por puro desencontro, infelizmente. Marcela que é uma das pessoas que eu mais senti saudade nesse 2015 e, por ser a pessoa mais estranha do mundo, só consigo dizer a ela nesse texto de fim de ano. Isso me deixa triste. Bem triste.

Além da Marcela, 2015 foi o ano que me deixou com saudades da Mari Isoni, da Cintia, Nelly e de todo mundo com quem eu trabalhava anteriormente e era “parceiro”. Como não lembrar das resenhas de futeb.. quer dizer, das resenhas sobre o Galão da Massa com o Renato e o William que foram destaques nos anos de Rede Planeta, né? Bateu falta também de pessoas que, por motivos aleatórios, estão mais distantes do que deveriam como a Cis avessa a redes sociais e que mora do lado, mas parece que mora em outro país; a Lu Sorice que deve se mudar para longe de mim; a Mari Terra que tá toda feliz e formada em Publicidade; o Joseph que virou praticamente dono de um supermercado; a Camila que tá cheia de motivos pra sorrir lá em Curitiba; a Marta que segue firme ouvindo muito Nação Zumbi lá em Campinas, a Gabby que teve um filho esse ano e isso me faz pensar que a Clarice tá cada vez maior e eu não a vi até hoje… existem pessoas que marcam de alguma forma a sua vida e, por mais que elas não sejam tão presentes, você ainda lembra e sempre deseja o melhor.

Esse ano fez com que eu me reaproximasse da Polly e tudo isso serviu para a gente pudesse aparar diversas arestas que ficaram expostas desde o fim de 2012. Temos as nossas fases e tenho certeza que isso nos fez crescer como pessoas. Não duvido disso. Eu só quero que minhas ex-namoradas (todas, sem exceção) sejam felizes como num filme de comédia romântica onde encontram o cara errado (no caso, eu) e depois o grande amor. Piegas, mas juro que é verdade. Algumas até conseguiram isso. Enfim, voltando ao ponto principal do trecho, me lembrei aqui da Ana Flávia, que voltou da Espanha esse ano e tem sido minha fonte de reggaeton numero um (e companhia de roubadas como pegar um táxi às 18 horas de sexta-feira). A Ana é amiga desde a faculdade mas a gente só passou a se falar depois de formados (vai entender) e é uma pessoa incrível. Que em 2016 os bares e cervejas com ela sejam mais frequentes. E ainda teve a galera que surgiu na vida por causa de uma cobertura de evento e que eu passei a admirar o trabalho como nunca (ei Anna Julia, sua linda), por causa da festa de aniversário de sua amiga (ei Marina, sua linda), por causa de shows (beijo, Camila’s), por causa de aplicativos e redes sociais (olar Jessica, Luisa e Pam), por causa do emprego novo (já citei todos lá em cima, beijos) ou até mesmo por causa de um bilhete entregue no ônibus (beijo, vizinha Glayce). Vai saber quem fica ou não, né? A gente sempre torce para que as boas amizades perdurem ou se tornem ainda mais fortes. Fortes a ponto d’eu apenas agradecer por ter pessoas como as minhas mães, a Rachel, a Fran, a Nina ou todo o chat lolla que é o grupo do ~zap zap~ mais foda que eu conheço por perto.

Ah, que bonito, né? Eu até consigo ser uma pessoa amorosa em alguns momentos. essidois

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… eu me apaixonei.

Recentemente, o amigo Tullio fez uma analogia muito inteligente no Instagram com uma foto e a música “Tuna In The Brine”, do Silverchair. Não levando ao pé da letra, podemos dizer que em 2015 eu acabei encontrando a chave perdida que dava acesso ao meu coração e, sem eu perceber, alguém pegou essa chave e resolveu abrir a porta, deixando tudo que tava preso lá dentro e que eu não queria sentir de novo aparecer.

2015 me deu uma pessoa muito legal de presente e da forma mais improvável possível e, quando penso em tudo o que rolou desde então, o sentimento de admiração/amor pela pessoa que ela é ainda é maior que qualquer vontade que eu tenha tido de mandá-la pro inferno por me deixar louco de uns tempos para cá. Aliás, parafraseando uma dupla sertaneja, posso dizer que “ainda sou o mesmo, bobo apaixonado” de alguns meses atrás, mas isso não vem (mais) ao caso, eu acho.

Por muitas vezes (e até da própria pessoa), ouvi que a gente não tem o poder de escolha quando o assunto é gostar de alguém e que essas coisas acontecem como devem acontecer. Em alguns casos dá certo, em outras isso dá muito errado e, no máximo, você descobre uma boa amizade. Tem casos em que nada dá certo e você não quer ver nem a sombra da pessoa. E tem casos onde, por mais que você tente, se desligue, tente viver a vida e conhecer gente nova (nem que seja apelando para o Tinder), a pessoa se afaste e você tente fechar essa maldita porta para criar a ilusão de que está tudo bem, essas coisas demoram a passar. Principalmente quando você ouve que ”se pudesse escolher alguém para amar para sempre, seria você”.

Coitada da Clarisse, da Rachel e da minha psicóloga. Elas ouviram tanto sobre esse assunto, falaram tanto no meu ouvido sobre caminhos, seguir em frente, pensar na minha felicidade, deixar as coisas fluírem e ver o resultado… mas eu não sou bom nessa coisa de ficar a deriva esperando o vento guiar esse barco cheio de remendos. Nunca fui, na verdade. Talvez me falte a paciência que tenho para várias outras coisas. São tantos questionamentos na cabeça que isso vai além do simples “eu gosto de uma pessoa e, agora, vou desligar esse botão aqui e deixar de gostar”. Alias, deixar de gostar é uma coisa complicada e que eu nunca vou entender como tem pessoas que realmente viram a chave e deixam de sentir (vai ver nunca sentiram, né?) algo por alguém que, no dia anterior, era o amor da sua vida. E, por mais que pareça legal, não sei se eu queria ter essa item de fábrica. Não que eu goste de sofrer por alguém, mas você me entende. Você me entende, eu sei.

Esse assunto foi tão recorrente por aqui durante o ano que, provavelmente, esse espaço acabou se tornando em um mono-tema em 2015. Ao contrário dos momentos anteriores da vida, eu tô aprendendo a lidar com tudo isso que tá dentro de mim e tentando não me auto-destruir ou destruir alguma relação de amizade que eu posso ter com a pessoa. Parece discurso de derrotado (e talvez seja), mas tem horas em que você começa a entender melhor essa coisa de poder ou não poder ser. No fundo, o sentimento que martela na cabeça pode ser representado por outra frase da mesma música sertaneja citada anteriormente: “Eu só sei que a vida é mais colorida com você”. E quando você começa a citar música sertaneja é porque a coisa tá feia mesmo, né?

Vamos ver o que 2016 me reserva…

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… a vida levou as minhas fantasias e os sonhos de viver a vida (mas já devolveu alguns).

“Não mudei de cidade, nem de telefone, só escolhi ser feliz”. Luan Santana diria isso imaginando coisas legais em sua vida como uma Chuva de Arroz após o seu casamento. Não que eu pense em casamento (ainda mais depois do tópico anterior), mas resolvi usar isso como um gancho para falar de coisas legais, que são os sonhos nossos de cada dia. Todo mundo tem os seus e o ano que se encerrou foi responsável pela mudança/adiamento de vários deles por aqui, principalmente quando o assunto são os sonhos pessoais.

É engraçado você pensar que, por mais que dependa de terceiros, os ditos sonhos profissionais são mais fáceis de se realizar do que aqueles que, teoricamente, dependem só de você. Não que eu tenha realizado vários sonhos profissionais ao longo do ano, mas não dá pra negar que eles se tornaram mais passíveis de se tornarem realidade em 2016 e isso é um passo legal. Não podemos negar, né? Na outra ponta da corda, tudo aquilo que pode ser considerado como sonho pessoal continua como estava a 365 dias atrás. Algumas foram engavetadas, outras simplesmente deixaram de fazer sentido e foram riscadas e são nessas horas que a gente precisa aprender a lidar com tudo isso. Uma pessoa me disse uma vez que sonhos vem e vão e essa talvez seja a maior verdade sobre o assunto. Alguns ainda permanecem (e espero realizar em 2016), outros se tornaram tão obsoletos quanto um iPhone 3GS (desculpa se você tem um, mas é verdade e você precisa lidar com isso. Da mesma forma que eu preciso lidar com o fato de que o meu 4S caminha para o mesmo lugar).

O fato é: Direcionei tanto o foco para a minha vida profissional (porque precisava ou porque queria fugir das questões pessoais) que deixei algumas coisas de lado. Tanto que, enquanto escrevo isso, não me lembro de uma realização pessoal tão importante para ser citada, já que todas elas possuem relação direta com o meu trabalho ou com o Audiograma.

Resolução para 2016 nesse ponto? Tentar dar foco ao pessoal. Espero que funcione…

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… me descobri (ou percebi que posso fazer isso).

Isso até poderia ser uma conquista pessoal do ano, mas é mais do que isso. Talvez esse tenha sido o grande ganho do ano que acabou faz alguns dias. Mais do que amigos novos ou experiências musicais, 2015 fica marcado por aqui como um ano onde um processo de descoberta pessoal se iniciou. Lidar com meus medos, receios e vontades sempre foi algo complicado e, graças a um empurrão, cá estou eu me dedicando nesse processo com ajuda da Amanda, minha psicóloga. Tadinha, deve me achar a pessoa mais aleatória do mundo por causa do meu comportamento “cachorro correndo atrás do próprio rabo”, mas é involuntário. Eu juro.

Conseguir falar abertamente das coisas que me incomodam sem precisar tomar algumas cervejas para isso faz com que eu me sinta bem. Mais do que isso, perceber que essa vontade de buscar um “eu melhor” por aqui transforma esse ano em algo importante. Muito importante. Teve coisas boas, coisas ruins, momentos para sorrir e outros tantos para chorar, conquistas, perdas, desilusões e vitórias dentre tantas outras coisas que acontecem a cada um de nós durante 365 dias. Parece piegas. Talvez seja. Vai saber. No fim, tudo acaba sendo um plano de fundo para o que realmente fica desse ano que acabou.

Existem várias coisas e questionamentos que pretendo lidar ao longo do ano. Esse processo vai ser longo e, dessa vez, não serei o babaca que se acha autossuficiente (ou auto-suficiente? qual a forma correta?) e capaz de lidar com tudo sozinho. Por mais que a gente pense nisso em determinados momentos, no fundo nós não estamos ou fomos feitos para lidar com tudo de forma solitária. Ao contrário de 2013, em que me isolei do mundo e só queria colocar uma mochila nas costas e sair andando por aí no estilo Into The Wild, hoje eu ainda sinto essa necessidade de sair andando por aí, mas se eu puder levar algumas pessoas comigo, sei que tudo pode ser mais feliz. E, se eu ainda tinha duvidas disso, os meus últimos dez dias antes da publicação desse longo post provam isso.

Apesar da crise (você tem uma que eu sei e não é necessariamente a tal “crise financeira”), que 2016 seja um ano maravilhoso para todos nós.

Nos vemos em algum show por aí. See ya!

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Ps.: Não falei do Galo, né? Mas estamos aí, vivendo e amando essa coisa chamada Clube Atlético Mineiro. Que 2016 seja de títulos e mais presença nos estádios.

PS2.: O Audiograma vai bem (mas espero que vá melhor em 2016), obrigado.

PS3.: A família vai bem também, como toda a família tradicional brasileira.

PS4.: Não comprei, pois gastei o dinheiro todo com cerveja.

PS5.: Não tem mais PS’s, eu acho.

PS6.: Escrevi cada tópico deste post em diferentes dias, momentos e humores. Talvez pareça desconexo, mas é um reflexo da minha mente.

PS7.: Eu vi dois shows do Pearl Jam em 2015. Espero um dia fazer o mesmo com o Silverchair ou o R.E.M.. Pois é. rs

PS8.: Vem na maldade com vontade chega encosta em mim hoje eu quero e você sabe que eu gosto assim.

PS9.: Agora acabou?

PS10.: Sim, tchau. Feliz 2016. Vlw, flw!

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Publicitário com raízes no jornalismo. Apaixonado por música, viciado em redes sociais e cerveja. Vive dividido entre 524541 projetos e, por isso, dorme só quando dá.