#PoetizandoAsLetras 09

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Álbum: Supercombo – Rogério (Trechos de várias músicas)

Eu só sei que cheguei no fundo do poço. Dei aquele tibum. Me banhei nessa água deliciosa feita por quem só chora. Juro que eu tentei e tento fazer de tudo pra ficar relax, mas o karma sempre vem para me esfaquear. Não dá!

Eu sou jovem. Com um corpinho de ancião. Eu sou jovem. Mentalidade de vovô. Eu sou jovem… e nunca sei aproveitar o que eu tenho em mãos. Por isso deveria ficar sozinho. Eu até tentei. Um dia eu me sequestrei, fui meu cativeiro. Percebi que a loucura desse mundo não é pra mim. E nem isso adiantou. Eu sou um belo desastre. Aquele que acabou com os dinossauros um tempo atrás.

O tempo passa e eu também queria ser imaginário. Sumir quando estiver dando tudo errado. Sem pesar na consciência. Imaginário como você se tornou. É sem cabimento, não sai da cabeça: Como é que o embrulho é melhor que o presente? Felizmente tudo tem um limite e o meu chegou. O mundo não se acabou, mas a paciência sim. No fim das contas, vejo que ninguém liga se meu timer zerou ou se tá quase lá. Caminho rumo a escuridão e, pra ser sincero, nem ligo. A escuridão deve ser melhor que isso. Só solta minha mão e deixa eu abraçar o abismo.

Lá de baixo eu vou tentar fazer algo. Eu juro. Eu quero subir e já chegar chegando na festa dos que já acham que vão subir pro céu. Só pra ver geral caindo de tobogã.

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Publicitário com raízes no jornalismo. Apaixonado por música, viciado em redes sociais e cerveja. Vive dividido entre 524541 projetos e, por isso, dorme só quando dá.

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